domingo, 12 de fevereiro de 2012

Cap.14 - No More Sorrow

Quando Daniel acordou estava deitado sobre uma cama, sua cama. A caixa torácica doía, pareciam que havia sido acertado por um trem em alta velocidade. O quarto estava escuro, tateou a cama procurando por quaquer coisa que pudesse fazer de arma, mas era inútil. Pelo menos havia uma boa notícia, não estava morto, pelo menos não ainda.
Ele levantou da cama com dificuldade, mas já não estava tão fraco quanto antes. Caminhou em direção a porta do quarto, mas antes tateou um pouco pelo quarto. Não queria acender a luz para procurar, mas ele tinha certeza de que possuía uma colt guardada em algum lugar por ali. Finalmente a achou, mas ela estava sem balas, provavelmente elas estavam por ali, em algum lugar, dentro de alguma caixa. As vezes Daniel sentia raiva por ser tão desorganizado, só as vezes, na maior parte do tempo ele se virava bem com aquilo.
Ele se cansou de procurar e caminhou até a sala, a arma em punho, apesar de descarregada, ainda poderia dar uma boa coronhada. Ele reconheceu uma das vozes no lugar, ele se sentiu mais tranquilo e caminhou até a sala com mais rapidez.
- Quero saber quem foi o filha da puta que me acertou com um martelo. - Daniel disse ao chegar na sala, estava se escorando no batente do corredor, ele ainda estava dolorido e naquele momento sentia dificuldades pra respirar.
- Você mereceu, matou meu filho. - Odin disse.
- Eu o matei porque ele estava tentando me matar, nada mais justo que eu revidasse, você não acha? - Daniel deu um sorrisinho irônico.
Então Odin gargalhou, Daniel e Odin tinham uma amizade diferente, ou estavam incrivelmente bem um com o outro ou queriam se matar e geralmente isso levava apenas instantes pra mudar, qualquer que fosse o caso.
Daniel caminhou até a mesa e sentou-se. Estava cansado e a dor parecia estar maior que nunca, concerteza, ele havia quebrado algo.
- Deveria estar deitado, renegado. - A terceira pessoa no recinto disse.
Ao dirigir os olhos para a terceira pessoa Daniel percebeu que não a conhecia. Era jovem, deveria ter um pouco mais de 20 anos, tinha cabelos curtos, na altura do pescoço, eles eram castanhos, da cor da terra e Daniel sentia emanar dela uma grande energia, uma energia ancestral, talvez tão ancestral quanto a dele próprio.
De certa forma aquela garota era linda, mas naquele preciso momento Daniel sentia mais dor do que provavelmente uma atração por ela.
- E você é...? - Daniel perguntou
- Meu nome é Bruna. - A garota respondeu.
- Você deve ser a garota que eu supostamente deveria proteger, caso Odin não me mate antes, é isso?
- Acho que é mais provável que eu tenha que proteger você, renegado. - A garota não gostava de brincar.
Daniel olhou dentro dos olhos dela, conseguiu ver além do que estava claro, ele podia enxergar uma dor profunda, uma dor que a consumia por dentro e um desejo de vingança que nada poderia parar.
- Garota você acha que conhece a dor por perder sua família? Acha que isso faz de você diferente de todos os outros 7 bilhões de habitantes deste planeta? A única diferença entre você e eles, é que você tem a chance de fazer algo a respeito.
Odin olhou para os dois, sabia que em breve deveria ter que apartar uma briga. Ele colocou a mão na cintura, sobre o cabo do martelo que carregava.
Os olhos de Bruna assumiram uma tonalidade diferente, o chão do apartamento pareceu tremer. Os olhos da garota mudaram para uma tonalidade avermelhada, o chão passou a tremer mais forte, mas nem por isso Daniel deixou de a encarar, nem mesmo por um segundo.
- O que foi? Vai me lançar pra fora do prédio? - Daniel a provocou - Aprenda a controlar sua raiva garota ou ela vai dominar você no momento em que isso não poderá ocorrer.
- Eu realmente acho que você deveria parar de provocar, Daniel. Eu já vi do que essa garota é capaz e sinceramente não desejo isso pra você esta noite. - Odin disse.
Daniel se levantou, ignorando todos os avisos, foi até a cozinha, abriu a geladeira e encheu um copo de coca. Bebeu o primeiro copo com uma rapidez incrível, encheu ele de novo e caminhou para o sofá, onde ele se deixou acomodar.
Então quando ia virar novamente o copo para poder beber o copo estourou em sua mão. A coca-cola derramou sobre o sofá. Ele olhou para Bruna, ela estava rindo agora, seus olhos estavam normais, na verdade ela se divertia com a situação. Até mesmo Odin se permitiu rir.
Ambos se levantaram e caminharam em direção um ao outro. Daniel estendeu a mão para Bruna, um sinal de paz. Bruna aceitou o convite e ambos apertaram as mãos.
- Que bom, não queria ter que bater em vocês. - Odin disse.
Todos se sentaram novamente na mesa, dessa vez mais calmos. Daniel olhou para o apoio da porta, lá estava a espada de Susanoo.
- Se importa se eu ficar com ela?
- É seu troféu de batalha, você a merece. - Odin disse.
- Obrigado.
Daniel sabia o que significava Odin estar ali com a garota, sabia que o momento era chegado. A grande batalha estava por vir e os três lados começaram a assumir suas posições. Mas havia algo para ser feito antes disso, algo que poderia mudar o destino da batalha e que somente a garota poderia fazer e era justamente pra isso que Daniel estava ali, para proteger ela e garantir que o precisava ser feito fosse feito.
- Quando? - Daniel perguntou.
- Em três meses. - Odin disse.
Nesse momento Bruna estranhou a situação, sabia que algo estava sendo escondido. Aquilo a deixou nervosa, o que ela não poderia saber?
- Do que estão falando? - Ela perguntou aflita.
- Está na hora de você saber toda a verdade, garota. - Daniel disse.














Continua........................................

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